Há tempos, e já foi no segundo ou terceiro milénio, digo isto porque não obstante estarmos no milénio dois o facto é que do um aos mil são mil, dos mil aos dois mil são dois mil, e dos dois mil aos três mil são três. Portanto fico sem saber se estou no segundo ou no terceiro milénio. E se parece ser um assunto menos importante, já o ouvi ser discutido por catedráticos na televisão. Mas isto para dizer, e é importante a diferença de mil anos ou não pois de cada vez que parece que estamos muito evoluídos como raça, seres vivos, sociedade, força do universo ou o que lhe queiram chamar, o facto, como escrevia, é que continuam a haver sinais de uma falta de desenvolvimento social e tecnológico a toda a prova. Exemplos por aí não faltam. Os carros de que nós portugueses tanto gostamos e que vêm cheios de tecnologias e mariquices mas o motor de explosão já é uma invenção arcaica do século passado. E ainda mais impressionante, do milénio passado. Aliás, poucos seres humanos se poderão gabar de dizer a frase “nasci no milénio passado”. Adiante…
terça-feira, 31 de maio de 2011
Eu sou do milénio passado
Há tempos, e já foi no segundo ou terceiro milénio, digo isto porque não obstante estarmos no milénio dois o facto é que do um aos mil são mil, dos mil aos dois mil são dois mil, e dos dois mil aos três mil são três. Portanto fico sem saber se estou no segundo ou no terceiro milénio. E se parece ser um assunto menos importante, já o ouvi ser discutido por catedráticos na televisão. Mas isto para dizer, e é importante a diferença de mil anos ou não pois de cada vez que parece que estamos muito evoluídos como raça, seres vivos, sociedade, força do universo ou o que lhe queiram chamar, o facto, como escrevia, é que continuam a haver sinais de uma falta de desenvolvimento social e tecnológico a toda a prova. Exemplos por aí não faltam. Os carros de que nós portugueses tanto gostamos e que vêm cheios de tecnologias e mariquices mas o motor de explosão já é uma invenção arcaica do século passado. E ainda mais impressionante, do milénio passado. Aliás, poucos seres humanos se poderão gabar de dizer a frase “nasci no milénio passado”. Adiante…
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O poderoso pecador
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Meditar ou ir à praia
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O Festival
Há tempos trabalhei numa empresa que gere direitos de autor sobre músicas. Escuso-me de dizer o nome. Mas o facto é que nesse período conheci um pouco mais de perto os meandros do espectáculo e do que ele envolve e representa. Muita coisa se pode escrever sobre o assunto mas vou-me ficar pelo Festival da Canção. Essa coisa estranha que acontece todos os anos e que envolve os países da europa que curiosamente ou não são cada vez mais. Aquilo nunca mais acaba… e depois as votações. Aquelas carinhas larocas a darem recaditos uns aos outros. Credo!
Nessa altura o meu patrão resolveu concorrer ao Festival da Canção. Foi uma experiência interessante poder acompanhar o desenrolar de um projecto desde raiz. Lembro que a música começou por ser trauteada à mesa do almoço. Depois passou para o maestro que a traduziu para notas musicais. Depois arranjou-se os músicos e um grupo, três raparigas e três rapazes, um deles, o Ricardo Carriço que ainda hoje falamos se nos encontrarmos. É giro. Entretanto a Rosa Lobato escreveu a letra que como ela bem o sabia fazer era sobre frutas e vegetais. Adiante. Alguém lhes confeccionou as roupas e alguém lhes arranjou uma coreografia. Enfim. Perdemos para uma rapariga pequenita e toda frenética que desde essa altura canta pelo mundo fora, fado, claro.
As votações eram dadas por um grupo restrito de pessoas supostamente entendedoras dos meandros dos Festivais da Canção. Sempre fiquei com a sensação que independentemente da outra ter ganho, havia um lobbie que a ajudou a ganhar. Sempre foi assim. Aliás o Festival da Canção é daqueles festivais que não compreendo o porquê da sua existência tal é a falta de qualidade. Mas o facto é que tem catapultado para as luzes da ribalta imensa gente. Deve ser assim uma espécie de teste. Se o passarem, safam-se. E têm-se safado. Por trás de cada concorrente há sempre uma história. Nós cá conhecemos as histórias dos nossos concorrentes mas se soubéssemos a história que está por trás da miúda que concorre pela Alemanha veríamos que há coisas extraordinárias. E boas mesmo. Eu sei pois estava na Alemanha o ano passado por esta altura e acompanhei de perto a sua história. Ela pelos vistos é tão boa que este ano concorre outra vez. Vamos lá ver.
Se me perguntarem o que eu acho dos “Homens da Luta” eu direi sempre que são como oxigénio para um mar de dióxido de carbono que por aqui anda. Não sei se os alemães vão pensar que são uma espécie de Village People ou um bando de malucos. Não sei mesmo imaginar o que possa passar na cabeça dos júris dos outros países que, não entendendo a língua portuguesa, se limitam a trautear a música e a observar aquele conjunto de pessoas que se apresentam daquela maneira e com aquele discurso e atitude. A sério, imaginem por momentos que são finlandeses. O que pensariam? Ontem começou um programa novo na televisão portuguesa - “Perdidos na Tribo” e a seguir o FMI a e a seguir tróica ou o que isso signifique e a seguir os comentadores de futebol e depois os comentadores políticos e depois os políticos...
É a loucura dentro da própria loucura como costuma referir um grande amigo meu.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
O obtuso
Há tempos pensei… espera lá! Mas isto parece que estamos todos obtusos, ou será impressão minha? E mais uma vez tive de ir ver o que significa a palavra obtuso que por exemplo, no filme “Os Condenados de Shawshank” quando o prisioneiro, protagonista no filme, chama obtuso ao director o resultado foram dois meses na solitária. Enfim, ninguém gosta que se lhes aponte as virtudes.
À entrada de Auschwitz I lia-se (e ainda hoje se lê) as palavras: "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta) Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo, com música de marcha tocada por uma orquestra. No 1.º de Maio a CGTP apela para que as pessoas não vão trabalhar. O Louça diz que a Sonai e a Jerónimo Martins não querem saber dos trabalhadores nem do dia da comemoração dos trabalhadores. Por causa da chuva, talvez, dizem eles, estavam 2000 pessoas na manifestação do dia do trabalhador. Nesse dia fui às compras e ao centro comercial. Estava tudo aberto e a funcionar. As meninas das caixas dos Continentes estão a ser substituídas por umas pistolinhas que registam o que compramos. Este ano parece que não vai haver a tradicional abébia de passar a ponte 25 de Abril, ou Salazar, sem pagar no mês de Agosto. A Via Verde e as caixas automáticas não precisam de férias.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
O estado de felicidade
Há tempos entrei no Estabelecimento Prisional de Tires. Costumo ir lá por causa de um projecto que desenvolvo em parceria com a Direcção Geral dos Serviços Prisionais. Tem-me dado a conhecer algo extraordinário. Leva tempo. Às vezes parece que não se vai conseguir. Existe de facto um lado negro que insiste em querer fazer crer que não se consegue levar um projecto a bom porto. Mas passados quatro anitos deste projecto em que me envolvi percebo que acima de tudo é mesmo uma questão de fé, ou acreditar, se preferirem. E atenção que quando digo fé não estou nem de perto a colar-me a qualquer conotação religiosa. Não! Fé é algo em que passei a acreditar. Mesmo assim às vezes ainda sinto uma pontita de inveja aqui e ali. Um quê de “este gajo não faz nada” ou “este gajo não quer é fazer nada”. Isto porque o projecto em que me meti é bem pensado. Não é despesista. É razoável. Não é para ficar milionário. É para ser feliz e fazer as pessoas felizes. Foi assim que nasceu o projecto em que estou envolvido. É giro.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
As dunas
Há tempos uma nave espacial desceu sobre a Costa da Caparica. Era uma nave invisível até para os radares mais avançados norte-americanos e portugueses. Ninguém deu por ela nem pelos seres que lá vinham dentro. Foi nos fins de Março. Num dia excepcionalmente quente para a época. A nave espacial era grande o suficiente para conter 6879 extra-terrestres. O termo de comparação tem de ser uma barata pois eles eram do tamanho de uma barata. Portanto não se pode dizer que a nave era enorme o suficiente para lá caberem 6879 pessoas mas sim grande o suficiente para lá caberem 6879 baratas que não sendo baratas eram uns seres não comparáveis a nada que se pareça na terra. Nem sequer respiravam e nem sequer se mexiam. Estavam ali quedos que nem uns pregos numa tábua. A única coisa que se deslocava de um lugar para o outro era a nave espacial que se pudesse ser vista era verde. Adiante.
Portugal tem perto de 800 quilómetros de costa dos quais 21, mais quilometro menos metro, chamam-se Costa da Caparica. Vá-se lá perceber porquê, porque há coisas que não se percebem mesmo e é assim, a nave espacial estaciona mesmo por cima de uma parte da praia que, vá-se lá perceber porquê, mas de certeza que tem que haver uma razão, deram-lhe o nome de 19 (dezanove). Ora não sei se vocês sabem, e se não sabem, estão como os seres alienígenas, é exactamente naquela praia, mas há outras, em que um dos comportamentos mais curiosos dos seres humanos do sexo masculino em particular se verifica. A nave espacial como que por magia, pois não há palavras que descrevam a velocidade com que ela ali apareceu, fica estática sobre a dita praia. Ninguém a conseguia ver mas ela estava lá. E os seres ordenaram às máquinas que filmassem tudo o que vissem e gravassem tudo o que pudessem, pois de retorno à casa deles teriam de prestar contas pelo desvio que fizeram por causa de um planeta com tanta água salgada.

Obedecendo às ordens dos seres e por eles terem receio da água do mar por causa do sal, a nave ficou a modos que a pairar sobre as dunas da tal praia 19 (dezanove). E filmou e gravou. O que para nós humanos são horas, para eles, os seres extra-terrestres, é imenso tempo, e portanto eles ficaram com uma imagem muito perfeita do que por cá se passa no planeta terra. Levaram de volta para os chefes deles, as imagens nítidas e sem comentários do que por cá se passa. Como a nave deles é evoluidíssima, fartaram-se de filmar de vários ângulos e perspectivas, com lentes potentíssimas que nós nem conseguimos imaginar. Uma loucura. Nem o Spielberg ou o Manuel de Oliveira algum dia lhes passará pela cabeça terem à sua disposição tal tipo de material de filmagem. Enfim… é preciso ser de uma galáxia muito distante e com um conhecimento muitíssimo evoluído.
Como o tempo é relativo, os seres extra-terrestres deixaram de o ser no instante em que chegaram ao planeta deles pois não faz sentido eles serem extra-terrestres na terra deles. Foi num piscar de olhos, para nós, claro, porque para eles foi uma eternidade, que retornaram às casas deles e tiveram que mostrar o que filmaram cá na terra. Os chefes deles não brincam e trabalho é trabalho. Acharam estranho o comportamento dos seres humanos. E claro, como não tiveram tempo de filmar mais nada, julgam o todo pela parte.
Aqui para nós que ninguém nos ouve, nem eles que já não voltam cá, ninguém tem nada a ver com o que se passa ali nas dunas, mas que é estranho é. Homens de barba rija ou não, gordos e menos gordos, com mais ou menos músculo, mais ou menos queimados do sol, a aparecer e desaparecer entre as dunas. Enfim… ninguém tem nada a ver com a vida dos outros, mas se forem à tal praia 19 (dezanove) não se admirem. Primeiro anda quase toda a gente nua, depois, vá-se lá entender, há homens que aparecem e desaparecem entre as dunas. É um comportamento curioso que de facto, só filmado. Ou então, como se pode observar da praia, alguns também lá andam a ver. Estive para lá ir ver o que é que eles andam a ver ou a fazer. Não tive coragem ou não me apeteceu.
Beijinhos e essas coisas,






