quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O dois de Maio


Há tempos e a propósito de uma pessoa amiga que está desempregada mas tem uma ótima vida, só que coitada, não consegue desfrutá-la, fui tentar perceber o que era de facto o trabalho. O “direito ao trabalho” é um conceito interessante para manter as pessoas num estado de ansiedade permanente para terem trabalho. É um desejo/necessidade incutidos. O curioso depois é que se contam pelos dedos das mãos as pessoas que são felizes com o trabalho que têm.

Levei algum tempo a perceber que o conceito em si não faz sentido. Ninguém devería ter de trabalhar a não ser que de facto quisesse. E também há os que só trabalham pois não sabem fazer mais nada- boa para eles. Havia de haver um dois de Maio. Isso é que era uma festa. Para celebrar o dia do não trabalhador, que se formos a ver há-os aos milhões. Vem aí o Inverno. Vai ser bonito.

Frases soltas copiadas da internet:

“A expansão portuguesa é indissociável da escravatura. O seu móbil não foi a difusão do cristianismo, nem tão pouco se centrou no ouro ou marfim, mas sim nos escravos. Eles eram a mão-de-obra que geravam a riqueza. O próprio Infante D. Henrique, em 1443, chama a si o monopólio da sua exploração.”

“O legislador português encara as férias não só como um gozo pessoal do trabalhador mas também como uma forma essencial para o desenvolvimento nacional. "...O direito a férias deve efectivar-se de modo a possibilitar a recuperação física e psíquica dos trabalhadores e a assegurar-lhes condições mínimas de disponibilidade pessoal, de integração na vida familiar e de participação social e cultural.”

“À entrada de Auschwitz I lia-se (e ainda hoje se lê) as palavras: "Arbeit macht frei" (o trabalho liberta). Os prisioneiros do campo saíam para trabalhar durante o dia nas construções do campo, com música de marcha tocada por uma orquestra. As SS geralmente seleccionavam prisioneiros, chamados kapos, para fiscalizar os restantes. Todos os prisioneiros do campo realizavam trabalhos e, excepto nas fábricas de armas, o domingo era reservado para limpeza com duches e não havia trabalho.”


“Os Tempos Modernos de Charlie Chaplin em 1936. Um filme que marca um século inteiro. Filmado num período marcado pela grande depressão e pela luta do homem pela felicidade contra o trabalho escravo.”

“O trabalho é um fator económico. Usualmente os economistas medem o trabalho em termos de horas dedicadas (tempo), salário ou eficiência.”

“O teu trabalho será medido pelo suor do teu rosto! - Era a maldição de Jeová sobre Adão.”

“Num dia soalheiro de Verão, a Cigarra cantava feliz. Enquanto isso, uma Formiga passou por perto. Vinha afadigada, carregando penosamente um grão de milho que arrastava para o formigueiro. - Por que não ficas aqui a conversar um pouco comigo, em vez de te afadigares tanto? - Perguntou-lhe a Cigarra. - Preciso de arrecadar comida para o Inverno - respondeu-lhe a Formiga. - Aconselho-te a fazeres o mesmo. - Por que me hei-de preocupar com o Inverno? Comida não nos falta... - respondeu a Cigarra, olhando em redor. A Formiga não respondeu, continuou o seu trabalho e foi-se embora. Quando o Inverno chegou, a Cigarra não tinha nada para comer. No entanto, viu que as Formigas tinham muita comida porque a tinham guardado no Verão. Distribuíam-na diariamente entre si e não tinham fome como ela. A Cigarra compreendeu que tinha feito mal... Moral da história: Não penses só em divertir-te. Trabalha e pensa no futuro.”

Enfim... tento posicionar-me.

Beijinhos e essas coisas,

2 comentários:

  1. Vai mas é trabalhar!
    Malandragem, com tanto tempo livre já estas a pensar, e pensar é perigoso.

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